O Cisma dos Cadarços Coloridos
Aconteceu numa pequena igreja na Alemanha. Era dia da Ceia e um jovem estava ajudando na distribuição dos elementos. Quando ele se aproximou de um senhor idoso, este disse que não participaria. Mais tarde, o velho esclareceu que não quis participar da Ceia porque ficou escandalizado com os cadarços que o jovem estava usando no sapato na hora da distribuição. Segundo ele, os cadarços eram de diversas cores e não se harmonizavam com a solenidade própria daquele momento.
Os líderes da igreja ficaram sabendo do problema e resolveram tomar providências para que a antipatia entre o jovem e o velho não se perpetuasse. Resolveram então promover um chá em que os dois, conforme se esperava, iriam conversar um pouco.
A estratégia começou a dar certo. Durante o chá, o velho falou sobre sua mocidade, sua formação, seus valores e seu modo de ver a vida. O jovem, por sua vez, falou do mundo em que ele vivia, sobre o ambiente na escola, sobre as coisas de que ele gostava e sobre o modo de ser dos seus amigos.
Aos poucos, uma grande amizade começou a surgir entre os dois, e ao longo de diversos outros chás, um foi compreendendo o outro, descobrindo porque eram
diferentes e percebendo as coisas boas que existiam nas desigualdades que os separavam.
diferentes e percebendo as coisas boas que existiam nas desigualdades que os separavam.
Em pouco tempo um profundo respeito brotou entre aqueles irmãos tão diferentes. Tanto que nos dias da Ceia, o jovem nunca mais usou cadarços coloridos e o velho, por sua vez, nunca mais olhou para os seus sapatos.
É assim que funciona a casa de Deus. Nela há concórdia e disposição amigável. Nela todos cedem por amor do outro. Nela a unidade do Espírito é mantida pelo
vínculo da paz (Ef 4.3). Todos sabemos disso. Afinal de contas, não é assim na nossa igreja também?
Pr. Marcos Granconato vínculo da paz (Ef 4.3). Todos sabemos disso. Afinal de contas, não é assim na nossa igreja também?
Pedagogos opinam sobre polêmica dos cadarços coloridos
Professores e pedagogos foram questionados com a finalidade de repercutir a proibição do uso de cadarços coloridos, feita pela Escola Municipal João Alberto de Menezes Braga
Manaus, 17 de Junho de 2011Júlio Pedrosa
A pergunta foi feita nesta quinta-feira (16) a professores e pedagogos, pela reportagem de A CRÍTICA, com a finalidade de repercutir a proibição do uso de cadarços coloridos, feita pela Escola Municipal João Alberto de Menezes Braga.
A medida causou a indignação de pais e alunos, que, na última quarta-feira, 15, realizaram um protesto em frente à escola, situada na rua 7, no bairro Monte Sinai, Zona Norte.
A maioria se posicionou contra a orientação da gestora Regina Ortis da Rocha, que justificou a iniciativa afirmando tratar-se de uma forma de evitar que os alunos tenham os sapatos roubados ao sair da escola.
Ouvidos por A CRÍTICA, professores e pedagogos afirmaram considerar particularmente sem sentido a preocupação da diretoria da escola.
“Não vejo sentido algum nessa medida, uma vez que há outros temas e aspectos a serem considerados dentro da atividade. Há coisas mais importantes a serem observadas e resolvidas no ambiente escolar, do que a cor do cadarço dos sapatos”, observou Ana Cristina Fernandes Martins, professora do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Segundo ela, questões como a das condições de trabalho do corpo técnico e de professores, melhoria das condições salariais e de espaço físico para as atividades. “Cor e tipo do sapato não tem nada a ver”, afirmou.
A importância do fardamento, segundo uma pedagoga da rede estadual de ensino, que preferiu não ter o nome divulgado, está no fato de que a blusa da escola identifica o aluno.
“Atualmente, com os projetos desenvolvidos nas escolas, a exemplo do Jovem Cidadão e o Segundo Tempo, registramos um fluxo muito grande de jovens que entram nas escolas e se misturam aos alunos, e o fardamento é a forma mais adequada de identificação. Agora, cadarço não vai influenciar de forma mais séria”, opinou a pedagoga.
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou, nesta quinta-feira (16), que não há qualquer orientação oficial quanto ao uso de calçados e a cor dos cadarços.
Saiba mais
Moda
Desde o surgimento do sucesso do grupo Restart, de música pop, a moda de roupas e cadarços de tênis coloridos passou a fazer parte do guarda-roupa da maioria dos adolescentes.
Nas vitrines das lojas, é comum ver os tênis adornados por cadarços de cores variadas, como verde, roxo, cor-de-rosa, amarelo, entre outras. O acessório, inclusive, é vendido separadamente em cores variadas por ambulantes.
