Autora Glória Perez fala sobre sucesso de O Clone
O CLONE
Por Christine Lages Glória Perez comemora o sucesso da novela O Clone. A autora está satisfeita com o desempenho do elenco e de ter conseguido cumprir o que pretendia quanto à trama e audiência. Com final da novela, Glória só quer descansar e curtir as amizades que fez durante as gravações. Confira a entrevista com a autora! Babado: Qual é a receita para seu sucesso? Glória Perez: Sucesso não tem uma receita. Se tivesse todo mundo faria sempre. Você sabe o que não dá certo, você conhece os ingredientes do sucesso, mas a química dele e a mágica são imprevisíveis. Babado: Você acha que nesta novela você deu mais recados do que nas outras? Glória Perez: Eu acho que eu dei sempre recados, desde as minhas primeiras novelas. A primeira campanha de Aids no Brasil foi na novela Carmem. Betinho até participou. Era também sobre doação de sangue. Depois veio a campanha do transplante do coração, que fez o COR aumentar o número de transplantes de uma forma absurda. Infelizmente a força da novela vai até determinado ponto, as instituições que têm que ser fortes e continuar o trabalho. Babado: Como é que você faz um balanço final desta novela de tanto sucesso? Glória Perez: É um trabalho muito feliz. A gente cumpriu todas as expectativas que tinha. Babado: Você pensa em dar alguma continuidade neste assunto de clonagem e o mundo mulçumano? Glória Perez: Não, pra quê? Vamos falar de outras coisas. Agora estamos pensando em viver. Babado: Alguma coisa correu como não esperava no decorrer da novela? Glória Perez: Tudo que aconteceu estava programado desde o começo. Nós tínhamos uma primeira fase que era sobre os mulçumanos, a história da clonagem na segunda fase e as drogas por último porque uma campanha tem de ser feita sempre no final de uma novela. Eu não posso suportar 221 capítulos com essa força que a gente deu na campanha. Babado: Você se surpreendeu com o desempenho de algum ator em especial? Glória Perez: Não, nós escolhemos um elenco, que o Jayme (Monjardim) sempre diz foi selecionado por Alah. Não tem como destacar um. É claro que sabíamos que o Stênio era um ótimo ator e faria bem, mas o elenco foi escolhido pela disponibilidade de se dedicar à novela. Por exemplo, quem tinha peças de teatro não poderia fazer parte. Babado: Os personagens das suas novelas morrem na sua cabeça ou continuam lá? Glória Perez: Não, eles existem, a gente tem saudades deles. Vira e mexe penso na Clara, na Ana, na Sulamita e em outras. Babado: Qual foi a mensagem que você quis passar ao falar da clonagem? Glória Perez: Não quis passar uma mensagem, quis abrir um assunto até para pensar também sobre isso. Acho que novela é uma coisa muito cansativa de fazer, que se torna muito chata para quem escreve e, acredito, para quem interpreta também, se você for falar daquilo que não te causa inquietação nenhuma. Acho que todos nós refletimos sobre a clonagem no decorrer da novela. Babado: As pessoas fazem comentários sobre o seu trabalho na rua? Glória Perez: Todos nós somos muito procurados. As pessoas agradecem pois a filha está se recuperando porque viu a novela e resolveu entrar numa clínica ou então perceberam que eram dependentes químicos através da novela e agora resolveram se recuperar. Acho que tem a mão de Alah nesta novela, de certa maneira. Ela causou muito o bem. Babado: Algo ficou a desejar? Glória Perez: Não nada. Ficou tudo exatamente como eu queria. Babado: Você pensa em fazer um filme sobre O Clone? Glória Perez: Em filme eu penso, mas para o cinema essa história teria de ser reportada de uma forma diferente porque uma coisa é você contar para novela e outra é para filme. O elenco seria o mesmo pois é impossível imaginar uma outra Nazira, outra Jade ou Tio Ali. Babado: Como foi não matar ninguém do núcleo das drogas? Glória Perez: Quem disse que não morreu? A gente fez um final de acordo com a campanha, mas eu não disse que não morreria ninguém porque isso também faz parte da realidade.
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