FAMÍLIA: PRINCÍPIOS E VALORES
Família é a base de tudo para minha vida, ela
representa a raiz da minha arvore. Família é o amor, a sabedoria, a razão é o princípio
de soberania.
Falar de família é recitar exemplos de vida. É
ser apaixonado por esse laço familiar. Eu sou apaixonado pela minha família.
Os adolescentes ainda continuam respondões e com
acessos de mau humor, mas pelo menos começaram a entender melhor os pais. A
maioria gosta da vida familiar, convive bem com o pai e a mãe e não pretende
sair de casa tão cedo. Autonomia e independência? Para quê, se em casa tem a
comidinha da mamãe? Os jovens pensam até em morar sozinhos um dia, mas só
quando estiverem seguros da decisão. Para a maior parte, não vale a pena
sacrificar o conforto pela independência.
Um dia eu falei para minha mãe que queria sair de
casa o mais rápido possível, pois eu não aguentava mais chegar em casa e ver
tanta gente e as mesmas caras. Mas é quase impossível falar isso e saber que as
mesmas caras farão falta onde eu estiver, os sorrisos e a comidinha dela farão
falta para mim. Muitos de nós jovens falamos isso da boca para fora por que
sabemos que um dia nos arrependeríamos de ter falado.
Exemplo de família é a minha família, pois, tudo
o que sou e ainda serei eu devo a ela. Eu me vejo distante da minha família e
ao mesmo tempo muito perto dela; acredito que nenhum filho, nenhum membro desse
ciclo familiar consegue ficar tão longe dos pais, dos irmãos ou dos amigos.
Meus irmãos que já se casaram e já construíram sua família, todos finais de
semana voltam em casa para rever os pais e irmãos. Daí me pergunto, como seria
eu daqui há sete anos? Casado, na minha casa, com meus filhos. Será que teria
esse mesmo pensamento? De gostar de ficar ao lado dos meus pais e irmãos? De
ajudar? De compreender eles ainda mais ou de chorar com eles. Daqui há sete
anos será que eu teria uma boa saúde? Meu futuro está nas mãos de Deus. Mas eu
garanto que amar meus pais, amaria por toda a vida.
Muitos fatores podem influenciar no comportamento
dos adolescentes, desde o relacionamento com pais e amigos e o que ele vê na
internet até a genética. Ensinar valores e limites é a chave para impedir que
ele se torne uma pessoa violenta. Tenho meu pai como um exemplo para minha vida
e vou ter sempre o resto dela, pois pretendo seguir as mesmas regras de
ensinamento e respeito que ele seguiu para criar seis filhos.
Meu pai criou os seis filhos com sabedoria dada
por Deus. O que ele ensinava era não dar a liberdade para quem não respeitava a
liberdade. Existem jovens por aí que não sabe a diferenciar a liberdade com
libertinagem. O pai ou a mãe não pode deixar o filho sair uma noite que todas
as noites o filho quer sair. Muitos dos pais não sabem educar seus filhos, a
educação deve ser colocada com regras e limites. Meu pai obteve esse conceito
para todos nós, o exemplo disso é ter os três filhos casados. É claro que
sempre na família tem um que chamamos de “ovelha negra”, sempre tem esse, mas
mesmo fazendo tudo o oposto que meu pai ensinava, ele consegue ensinar as filhas
que tem como foi ensinado.
A cada dia os jovens buscam mais a liberdade,
especialmente dentro de casa. Que adolescente gosta que o pai ou a mãe fique
ligando o dia todo para investigar seus passos? Seja pela falta de tempo, pois
fica o dia todo fora de casa, no trabalho, ou para passar a imagem de
"modernos", os pais estão cada vez mais liberais. Isso não quer dizer
que a atitude seja de todo errada, apenas que é preciso dosar o quanto de
autonomia se deve dar aos adolescentes.
Meu pai sempre fez o tipo do pai responsável e linha grossa. Ele
não deixava ninguém dormir fora de casa, seja na casa de amigos ou familiares.
Não deixava ninguém sair sozinho, não deixava ninguém ficar na rua até horas da
noite. O nosso objetivo era de casa para igreja e da igreja para casa todo
santo dia. Esse era o ensinamento dele, as pessoas podem até achar horrível o
ensinamento dele para com a gente, mas era um dos ensinamentos que eu aprendi
mais. Certo que ele pegava muito forte nas regras, mas eu nunca disse que desobedeceria
a ele. Meu pai foi aprendendo com a vida e com a sabedoria de Deus que nada
poderia ser pesado e muito cansativo para os filhos e que a liberdade era para
ser dada para quem o respeitasse a liberdade.
Meu pai então foi menos rigoroso e não fazia mais o tipo de dar
regras, pois era eu e meus irmãos que fazíamos os limites de nossas vidas.
Depois que meus irmãos se casaram e foram embora de casa, meu pai
ficou mais amoroso com minhas irmãs e eu. Agora tudo o que ele tinha era a
gente e tudo o que ele ia fazer era pra gente. Agora nós podemos sair sozinhos,
namorar com respeito, passear e dormir na casa de amigos e parentes. Mas ele
sabe que nós fazemos os limites com as regras que ele ensinou. Muitos dos pais não fazem esse tipo de
educação aos filhos e por isso muitos dos adolescentes estão no caminho das
drogas, prostituição e desrespeito; por que os pais os deixavam até altas horas
na rua. Não souberam educar com limites.
"De fato hoje os pais têm menos tempo
disponível para os filhos, o que gera sentimento de culpa. Os excessos são
observados quando pai ou mãe agem de forma extremamente permissiva, ou são
exigentes demais e tornam os poucos momentos de união cheios de
cobranças". Meus
pais sempre obtiveram tempo para meus irmãos e eu, sempre. Cobrança era algo
que meus pais faziam mesmo, mas sempre os fazia quando tinham razões e quando
nós dávamos brecha. Minha relação com meu pai sempre foi calma. Calma em tudo.
Eu era a pessoa que menos brincava com ele, que menos abraçava ele, que menos
saia junto com ele.... Não era uma relação de pai e filho como mostra em
novelas ou filmes. Eu sempre era o mais fechado com o meu pai em tudo, tudo,
tudo. Nunca contava meus segredos, minhas paqueras, meu primeiro beijo e nunca
perguntava dele como eu faria para transar ou se ele me arrumaria uma
camisinha. Isso nunca. Teve uma vez que ele veio conversar comigo depois que
ele soube do meu líder de jovem que eu queria desistir da igreja por que me
sentia sozinho. Ele disse que estaria sempre ao meu lado para tudo e que me
ajudaria a enfrentar as barreiras. Ele falava tudo olhando para mim e eu sempre
de cabeça baixa, por que até para mim ele estando do meu lado seria naquele
momento algo inacreditável não zoava muito bem para mim. E uma coisa que ele
falou foi que se eu precisar conversar com ele sobre sexo, era para eu falar
que ele ia me ajudar. Naquele momento eu disse em pensamento; “nunca vou falar
isso para o senhor, tenho vergonha”. A vergonha era uma coisa minha mesmo, por
mais que meu pai quisesse me ajudar e ser mais próximo de mim como ele sempre
me cobrava à aproximação nossa, eu que não estaria pronto para isso. Mas eu amo
de mais meu pai e sei que tudo o que ele mais quer é realmente me ajudar de
verdade.
Meu pai demonstra estar ao meu lado para tudo.
Ele que caminhou comigo nos primeiros momentos em que soube que queria ser
escritor. Eu via nos olhos dele a alegria de ter um filho escritor. Ele falava
para todos os amigos que eu já tinha livros, que eu já participava de academia
literária. Meu pai era meu fã número um; ele sempre desejava que algum filho
seguisse uma vida diferente e honrada. A honra que eu tenho é de saber que meu
pai sempre me deu liberdade de seguir o que quero sempre ele esteve ao meu lado
para tudo. Na verdade, quem abria os caminhos difíceis para mim foi meu pai.
Era como se ele segurasse em minhas mãos e falasse: “Eu vou contigo sempre”.
É preciso estar atento a tudo o que rodeia o
adolescente. Isso porque há diversas influências que possa inclinado à
violência. "O grupo de amigos e suas formas de cultura são importantes,
assim como o modo de se relacionar com os parentes. O alerta mais importante é:
para que os jovens sejam violentos é preciso que ele viva em uma cultura na
qual esse tipo de comportamento é oferecido como possibilidade".
Violência em mim não existe, eu não nasci para somar com a
violência nesse mundo e nem mesmo para fazer um julgamento das pessoas. O que
eu sou é uma parte de carne da minha família e o sangue que corre nas minhas
artérias é o sangue de respeito e carinho. Minha
mãe e eu somos amigos inseparáveis em tudo. Confesso ser mais apegado com minha
mãe que meu pai. Minha mãe sempre foi a pessoa que me fez menino e sempre teve
um amor maior com os meus irmãos, não que meu pai não teve. Mais amor de mãe é
diferente que amor de pai. Eu tenho orgulho da minha mãe em tudo o que ela faz,
uma qualidade dela é ser responsável e determinada. Não vejo defeito nela. E
claro nem no meu pai, ele sabe como nos ensinar da melhor forma.
Aconteceu comigo um episódio de drama. Acredito que na época eu
tinha treze anos e minha mãe estava trabalhando em uma empresa de construção
como faxineira. Isso que eu vou relatar aconteceu numa terça-feira; a tarde
estava escurecendo, pois, as nuvens estavam pesadas demais e a qualquer momento
a chuva ia descer. Os relâmpagos e trovoadas se formava em som muito forte. A
chuva mal caia na terra. Eu fui até a área de lavanderia e avistei uma balde
que estava acima de uma mesa. O balde não estava na beira da mesa, ele estava no
meio e não estava ventilando naquele momento por mais que tempo era de chuva. Algo me dizia que aquele
balde ia me mostrar alguma coisa e minutos depois ele virou com tudo e caiu no
chão, como se alguém o jogasse. Aquilo seria um aviso. Minutos depois, meu pai
chegou em casa em desespero e disse que era para minhas irmãs e eu ter calma.
Ele contou que um raio atingiu minha mãe e ela pulou metro de distância e que
agora estariam levando ela para um hospital. Aquilo que vir do balde era um
sinal.
Naquele momento eu segurei meu choro e via o desespero de
minhas irmãs. Eu fui forte naquele momento de impacto, pois não estava
acreditando. A gente nunca acredita que algo de ruim possa acontecer com nossa
família. Mas acontece. É por isso que eu sempre digo que família é para todos
os momentos e nunca mais teremos se um dia perdemos de verdade. Eu fui para meu
quarto e desabafei no choro e pedia de Deus que ele o livrasse minha mãe da
morte. Naquele momento só me vinha na cabeça besteira e como seria de mim sem ter
minha mãe por perto. Ela certamente não veria meus filhos e nem eu casando se
morresse naquela hora. Horas depois, meu pai trouxe notícias que tudo estava
bem com ela. Eu fiquei mais aliviado, mas sempre orando para ela não ter uma
recaída.
Já se foi o tempo em que a relação entre mães e filhos era
apenas determinada pela imposição de regras disciplinares, castigos e
imposições de todo o tipo. Atualmente a relação entre mães e filhos é muito
mais intensa e marcante do ponto de vista emocional e afetivo. A disciplina é
passada como uma forma de orientação e não imposição bruta e regada a
espancamentos. As mães, hoje, desempenham um importante papel de amigas e
companheiras dos filhos. Isso é claro, quando as necessidades incessantes do
trabalho e da vida profissional permitem. Minha relação com minha mãe é de pura amizade eu sou apaixonado
por ela. Tenho minha mãe como uma diva e como uma senhora do meu destino. Eu
gosto de ver ela bem arrumada e bem bonita para chamar atenção mesmo das
pessoas, eu faço isso dela. Minha mãe tem 47 anos, completou 47 no dia 30 de
agosto de 2011. Ela é uma mulher perfeita, linda e maravilhosa. Eu não a chamo
de senhora eu a chamo de mulher e menina, pois ela é linda e cheio de vida. As
mulheres na idade dela são “acabadas” e mal sabem se vestir. Minha mãe era
assim muito antes. Mas eu gosto de valoriza ela sempre e sempre falo a ela que
saia jeans e camisa de seda não a fazem uma mulher elegante e sim um vestido e
um sapato alto a faz uma diva. Eu gosto muito de ajudar ela em tudo, quando ela
vai sair para algum lugar e não tem condição de fazer uma escova ou uma
chapinha eu coloco a mão na massa e faço tudo nela. As mulheres que as ver
elegante e sempre linda sempre elogiam minha mãe e falam que ela não tem idade
certa de velhice, pois ela sempre foi àquela jovem de sempre. Meu pai que o
diga.
Acima de tudo, as mães de
hoje devem entender que a autoridade pertence unicamente a elas. Mesmo que as
tarefas profissionais se interponham entre elas e a vida doméstica; é de
fundamental importância que sejam elas a tomarem a frente (em conjunto com os
maridos) da educação dos filhos. Assim,
seu filho perceberá noções de hierarquia e de autoridade e saberá
instintivamente, que seus desejos não poderão ser soberanos e um direito
divino.
Minha mãe me faz rir sempre. Eu gosto muito
quando isso acontece por que eu gosto de ver ela feliz. Já foi o tempo que ela
vivia pelos cantos chorando por causa do meu irmão, eu não gostava de ver ela
daquela forma. Ela tinha medo de perder meu irmão para as drogas e eu tinha
medo de perder minha mãe. As lagrimas o faziam estar doente, cansada, infeliz e
muito feia e isso me deixava triste. Pois, tudo o que eu mais queria era ver
minha mãe alegre.
Mas quando tudo isso se amenizou eu pude ver ela
relaxada. Eu digo que minha mãe sabe educar muito bem. Meu pai é a cabeça e
minha mãe são os olhos da família. Ela faz jus ao texto bíblico; “A mulher
sabia edifica a sua casa”. Minha mãe constrói um elo maravilhoso entre todos.
Uma qualidade dela que me chama atenção é que ela
é alegre e engraçada. Eu e ela brincamos muito e ela sabe o quanto eu sou feliz
por ela ser feliz.
Mesmo dentro de uma relação de profunda amizade com os filhos,
as mães devem impor limites sempre. O maior erro que se pode cometer é deixar
suas crianças tomarem decisões baseadas numa confiança que apenas esconde o
desinteresse ou o medo de “bater de frente” com os filhos geniosos. Ensine seu
filho a negociar e o esclareça da necessidade da imposição de horários e demais
limites. Mostre a ele a real necessidade e o objetivo pelos quais eles foram
criados e impostos. Dê informação aos seus filhos. Não os impeças de exprimir
sentimentos e não dê recompensas ou tente comprar favores deles. Trate-os
com respeito e amor,
mas não descuide da disciplina. Afinal de contas, quem ama protege e proteger é
também disciplinar e mostrar os perigos que envolvem a violação de regras.
Minha mãe nunca deixou a meus irmãos e eu tomar decisões erradas,
tudo o que ela fez foi nos ensinar. Ela sabe o desejo imenso que tenho de um
dia publicar meus livros e me tornar um escritor conhecido e ter meus livros no
auge das leituras para jovens, ela sabe disso. Mas por ser mãe, ela fica com
medo de eu estar fazendo a coisa errada e sempre ela fala que Deus tem planos
na minha vida. Acredito que os planos de Deus só acontecerão na minha vida no
dia em que ela estiver sempre do meu lado. Ela não fazia questão o quanto eu
seria capaz de alcançar meus objetivos e quando soube que eu faria tudo para
chegar longe ela ficava mais preocupada ainda. Eu não a condeno por ela não
estar me dando apoio, eu a entendo. Ela já teve muitas decepções com meus
irmãos e não aguentaria viver mais outra. Mas eu sei o que estou fazendo, não
sou besta de me arriscar e me ferrar. Um dia eu falei para ela da proposta que
recebi de viajar para o Rio de Janeiro e participar da biografia da presidente
Preta Rê da ONG Portas abertas. Ela ficou calada, no dia seguinte eu disse que
ela deveria me acompanhar nessa viagem e ela disse que era melhor eu desistir
disso; no momento me subiu uma tristeza e eu falei com raiva que ela nunca me
ajudou em nada e mandei-a sair da minha frente. Mas me senti mal de ter dito
aquilo para ela e depois pedir desculpas a ela e ela me perdoou. Eu disse para
ela me ajudar nas minhas escolhas, por que ela sabe que eu sou rápido para
desistir das coisas; ela disse que me ajudaria e que Deus estaria ao meu lado.
Minha mãe é a razão da minha vida. Meu pai é a vida existente na
minha educação.
Meus irmãos completam a beleza da minha vida. Eu dedico tudo o que
eu faço primeiramente a Deus e depois a minha família.
A outra parte da família são meus irmãos, meus irmãos para mim é
uma plateia que um dia podem me aplaudir por dizer coisas boas. Eu amo cada um
dos meus irmãos.
A relação entre irmãos é muito influenciada pelas expectativas que
a família tem acerca das características, competências e possibilidades de cada
uma das crianças. Estas expectativas vão determinar fortemente a organização da
fraternidade, as relações de poder, à função de cada um dos seus elementos e o
tipo de comunicação dominante.
Cada irmão é diferente do outro. Tem um que é mais calado, outro
que é mais autoritário, uns que são mais agitados, enfim. No ciclo da minha
família eu sou o mais calmo e o mais tímido, sempre fui. Mas eu imaginava muito
como seria meu namoro daqui para a frente, gostar de uma menina eu já gosto.
Mas tenho medo de me arriscar com ela; não sei se seria aceitável para a
família. Minha irmã Kelly a considero como meu cupidinho amoroso, sei que
cupidinho não existe no dicionário, mas, digo assim porque é uma forma
carinhosa de falar. Tenho uma irmã que se chama Wilda, ela me ensinava várias
coisas legais e sempre eu e ela éramos os mais próximos em tudo. Quando ela
chegava do trabalho morta de cansada eu quem preparava a janta dela e quando
ela não jantava e dormia com fome ela acordava de madrugada e sentava a mesa,
eu me levantava e fazia alguma coisa para ela comer. No dia seguinte ela não se
lembrava de nada e até ria e afirmava que era mentira. Eram todas às vezes as
mesmas coisas. Ela falava sozinha de madrugada, ela comia de madrugada e não se
lembrava de nada no dia seguinte. Uma madrugada minhas irmãs e eu a filmamos
comendo de madrugada e no dia seguinte mostramos a ela, só assim ela acreditou
que comia altas horas. Depois que ela se casou, tudo mudou. O casamento dela
fez com que eu me afastasse mais dela, não que o marido dela impedia minha
relação com ela; não é isso. Ela foi viver a vida de casado dela; assim como eu
também um dia posso viver a minha. Mas eu sempre continuei amando-a.
Teve um tempo que ela viajou com o marido, elas viajaram de moto.
O lugar para onde iam não ficava muito longe, não era em outra cidade. Por isso
dava para seguir a viagem de moto. Eles passaram dias sem telefonar e eu estava
preocupado. Vi na TV no jornal da cidade que moradores encontraram um casal de
jovens mortos morreram afogados. Na TV eu havia visto o corpo da minha irmã e
do meu cunhado. Minha outra irmã até comentou e falou que parecia a Wilda e o
Leno. Eu já fiquei assustado e com lagrimas nos olhos. Quando a matéria foi
mostrada por completo eu ouvi o reporte falando que o corpo era de fulano e
ciclano. Fiquei aliviado por saber que não era nenhum dos dois. No dia seguinte
meu cunhado e minha irmã fizeram uma visita em casa e eu ansiosamente pude ver
eles vivos e abracei minha irmã muito forte e chorei por saber que ela estava
viva.
Se frequentemente se sente desesperada com as guerras deles
e as sugestões aqui apresentadas não surtirem tanto efeito como desejaria,
deixe-me dar-lhe um consolo: a maioria dos filhos acaba sempre por agradecer
aos pais o fato de lhe terem dado um irmão. Eu poderia aqui relatar as
experiências que vivenciei com cada um dos meus irmãos, pois as alegrias que
eles sempre me passavam eram de grande valor. Foram experiências que me fizeram
um jovem de caráter e um jovem humilde. Sei que as brigas que tivemos no
decorrer da adolescência e as armações que sempre fazíamos, sempre deixavam um
com raiva do outro, mas sei que era na certeza de que fomos família mesmo.
Família é aquela que erra e que acerta junto.
Durante minha vida toda neste mundo aos 20 anos eu soube que
família é família de verdade, não é aquela que a gente escolhe de um dia para o
outro, mas é aquela que nos acompanhou o ano todo. Na minha infância fomos
irmãos alegres, na minha adolescência fomos irmãos felizes e na minha juventude
somos irmãos amados.
Se você que está lendo esse livro e ainda não sabe a importância
de uma família na sua vida ou até sabe, mas esqueceu do elo de uma família
na sua vida, saiba que a maior importância nesse mundo é sua família. Pois, ela
na verdade é que são seus amigos. Sua família não foi encontrada na rua, não
foi uma experiência de cientistas e nunca foi algo que lhe chateasse tanto. Sua
família é seu exemplo de vida é sua escada para seu futuro. Não encontre
prazeres na rua, não encontre em amigos algo que pareça com sua família, pois
nunca encontrará. Família é a única coisa neste mundo que sentiremos falta para
sempre. O perdão é a maior recompensa que você pode dar a sua família. Eu
relatei aqui neste livro a coragem e disse que poderíamos sentir coragem para
perdoar, pois perdoar seria algo primordial na nossa vida. Sua família e você
podem enfrentar barreiras juntas.

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